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Tipografia vernacular, a tipografia com a cara do Brasil

Tipografia venacular - A tipografia com a cara do Brasil

Ode à tipografia vernacular como construção da identidade brasileira

Qual é a tipografia mais usada do Brasil? Aquela que tem cara e cheiro da nossa cultura. Que mostra todos os espectros da nossa sociedade, desde expressões populares até as variações da palavra escrita que Michaelis e Aurélio ainda desconhecem.

Se você respondeu Arial, acertou! Muitos cartazistas, letristas, aqueles encarregados de preencherem as ruas das mais diversas informações chamam a tipografia que fazem cotidianamente de arial, no entanto, o nome da gênero que pinta nossa sociedade de cores vibrantes e escritas cursivas é chamada de tipografia vernacular ou popular, a depender do autor.

Fonte arial

O Brasil, bem como em todo sua cultura rica em contextos, nos apresenta na tipografia vernacular um sopro de brasilidade em meio a paisagem.


Ela está no meio de nós

Por todos os lados vemos essa tipografia encher nossos olhos de texturas, formas, pesos e cores. Entre uma loja e outra, temos uma variedade tipográfica limitada apenas pela criatividade e cultura da pessoa que a proporcionou. 

tipografia vernacular

Suas características principais são difíceis de serem descritas, afinal, um mesmo cartaz pode possuir até três características diferentes, misturando letras grotescas, gordas e serifadas tudo para que seu objetivo seja cumprido, ser notada.


Tipografia Vernacular x Tipografia Moderna

Entre os anos 50 e 60 com a chegada das primeiras escolas de design vemos as que o que antes era rua, no sentido mais intrínseco possível, se tornar cada vez mais padronizado andando de mãos dadas com movimentos modernistas.

Cartazes e letreiros de rua são substituídos por materiais construídos por designers gráficos com uma estética européia inspirada na forma pela função com tipografias sem personalidade para que o designer dê maior foco na informação.

Felizmente, mesmo com essa massa de profissionais a desempenharem um papel de eco, a tipografia vernacular não desapareceu. Sua praticidade, agilidade aliadas com as altas demandas e constantes promoções, alterações de valor, e mesmo seu preço, muito mais acessível por ser feito com tinta e papel cartão, fazem com que as lojas, paredes e postes continuem recheados de informação.


A volta dos que não foram

Alguns designers e tipógrafos hoje com o crescente tendência de valorizar a cultura local e nacional abraçam a difícil tarefa de levar para o ambiente digital as tipografias vernaculares sem que elas percam suas características principais.

Temos um excelente exemplo de como se construir uma tipografia com a fonte Brasilêro do Crystian Cruz que, com diversas referências, mantém a identidade de um tipo popular brasileiro e ainda possui dentro da mesma variações de letras que alternam de acordo com a escrita. 

Isso demonstra que, através de recursos digitais podemos tornar uma tipografia cabível de simular precisamente como é a cara da tipografia brasileira, híbrida, diversa com uma infinidade de particularidades que uma tipografia desenhada a mão nos pode possuir.


Olá, meu nome é Olivier @harpeus e acabei de sair do forno como o mais novo (e bonito) redator da Creative Stop. Espero que gostem das indagações, introduções e divagações que compartilharemos.

E não se esqueça de conferir nosso ultimo post com Dicas sobre Design thinking, escrito pela @livi.bgurgel

Eu sou caixa-baixa vernacular, e você?

About author

Designer, tipógrafo, ativista, anarquista e fã #1 de Hemingway.
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