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O que são personas no design?

Persona criada por Arthur Chayka

E aí, gente? Hoje vamos falar sobre as personas e como podemos utilizá-las no processo de design 😉

Do início

Persona criada para um trabalho universitário

Sabemos que o campo do Design sempre utilizou ferramentas de pesquisa e investigação no intuito de embasar e orientar a elaboração de um projeto – seja um produto, um serviço ou uma criação de marca.

Recursos como o blueprint de serviço, mapa da jornada do consumidor, mapa de ecossistema, entrevistas com stakeholders (todas as pessoas envolvidas no projeto), usuários e grupos de foco, pesquisa quantitativa, personas e entre muitos outros são alguns dos entregáveis mais comuns desse campo.

Onde entram as personas aí?

O uso de personas por grandes e pequenas empresas é um fenômeno recorrente tanto no mundo publicitário e atrelado ao marketing de conteúdo quanto à área de criação do Design, servindo como método de pesquisa principalmente durante o início do contato direto com usuários e consumidores.

Entretanto, a mesma ferramenta é utilizada e visualizada de diferentes maneiras dependendo do profissional; neste âmbito, existem tipos de persona, as quais apresentam sua utilidade para cada setor do mercado.

No caso do marketing, as personas focalizam nos elementos principais inerentes à relação do consumidor com o produto ou marca, como as motivações – ou ausência delas – que levam à compra e os dados demográficos do público-alvo.

Neste sentido, a construção de um personagem fictício para a representação deste grupo social pauta-se nos hábitos de consumo, canais de mídia utilizados, pontos de contato entre cliente e empresa e no relacionamento da marca estabelecido dentro deste processo.

Frases dos usuários recolhidas por meio de entrevistas

É devido a esta ótica de mercado que a persona de marketing apresenta gráficos, números, dados estatísticos e demográficos e gostos pessoais: procura-se entender todos estes aspectos na tentativa de uma construção contextual do consumidor, entendendo qual a forma mais eficiente de atingi-lo com campanhas, pontos de vendas e publicidade.

Diferentemente do marketing, o design estabelece uma definição própria de persona, adequada aos objetivos próprios do processo criativo. Lisboa, do blog UX Collective, a define como

um conjunto de “documentos que descrevem pessoas fictícias, baseadas nos resultados de uma pesquisa com usuários reais”.

E o que ela faz?

Deste modo, a persona traça um perfil bem claro de quatro elementos: comportamento dos indivíduos analisados, frustrações, desejos e de que modo utilizam os serviços e produtos estudados. Elas facilitam a criação de empatia pelos usuários durante todo o processo de design, à medida que corporificam dados demográficos, comportamentos, necessidades e motivações relacionadas ao projeto.

Persona auxiliam na criação de empatia

Percebe-se, aqui, que a demografia não é essencial, como antes era no marketing. Isso se deve ao fato de que o design não está preocupado com a relação de venda e, sim, com a experiência vivida pelo consumidor enquanto usuário deste produto ou serviço.

Desse modo, o foco concentra-se em todos os aspectos voltados às demandas projetuais, principalmente a partir da pesquisa sobre o que os usuários fazem, deixam de fazer, veem ou deixam de ver, fatores que acarretam um leque de possibilidades para o projetista; enquanto observador do fenômeno, o designer consegue apreender questões e elementos propiciadores de uma necessidade, listando uma espécie de guia para o seu projeto.

Como começar a criação de personas?

De acordo com Daniel Furtado, do canal UXNOW, a elaboração de uma persona se inicia com uma entrevista aberta com usuários – no mínimo oito, para se considerar o máximo de informações possível – destinada a extrair um objetivo comum pertencente ao universo do projeto.

Tendo este recurso explicitado, pode-se descobrir o objetivo do grupo social em foco e ainda analisar se algo o impede de realizá-lo. Em caso afirmativo, é possível trabalhar a partir deste impasse. Em caso negativo, ainda se tem uma demanda de concluir um objetivo ou necessidade através da mediação inerente do design.

Conclusões

Em suma, o uso de personas pelo campo do design mostra-se como um guia de orientação do projeto, contemplando os resultados das pesquisas de campo – qualitativas e quantitativas – e servindo de base referencial para a metodologia aplicada ao processo criativo. Ter em mãos a demanda requerida pelos usuários é um propulsor de mediação, à medida que dados e percepções são apreendidos a partir das personas, entendendo-as não apenas como uma ferramenta estática e sim como uma voz viva de quem usará o produto, serviço ou criação.

Curtiram? Deixem suas dúvidas, feedbacks ou o que quiserem nos comentários! Não esqueçam de dar uma olhada no nosso novo Podcast, uma edição todo mês para vocês não perderem!

About author

Estudante de design, escritora e pesquisadora. Atualmente pesquisa sobre a área de design de interação e trabalha como social media freelancer.
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