Podcast: Novo episódio - As possibilidades e caminhos do UX Design no Mercado Nacional

ArteBlogFotografiaMusica

Três referências da minha vida para você pensar nas suas

Três referenciâs da minha vida para você pensar nas suas

Acharam que estávamos derrotados? quase acertou! Mas estamos apenas reestruturando toda a Creative Stop, porém não estamos mortos, e hoje trazemos ótimas referências para vocês!

Aqui eu, Bruno Blirix volta e para trazer um objeto de reflexão que tive nos últimos tempos e quero falar para vocês sobre os artistas que me tornaram o artista que sou, e levar essa reflexão para que tenham também.

Aqui vão as Três referências da minha vida para você pensar nas suas

Isso será o top 3 menos top 3 que vocês leram na vida de vocês, como não sou o BuzzFeed, não quero, não tenho a obrigação e muito menos o interesse de ranquear de forma real quem foi mais importante ou mais influente em referências na minha vida.

Por isso estou tirando tudo isso na ordem que vem em My Cachola (hehehe, “cachola”! Amo a língua portuguesa por me permitir usar tais termos e a liberdade poética para misturar com o inglês).

E também estarei falando de artistas de diversos tipos, escritores, músicos, artistas visuais, etc.

E começando o top, vamos falar dos reis de misturar outras línguas com o português, e todo movimento que eles participaram: 


1a Referência  – OS MUTANTES E A TROPICÁLIA

os mutantes

os mutantes

Nossa primeira posição de referências é Os Mutantes simplesmente, que é IT’S VERY NICE PRA XUXU BABY! Banda que surgiu junto com o movimento da tropicália, por meados de 1966, sendo a maior banda de rock psicodélico que já houve em nosso país, se não, a melhor banda de rock do Brasil que simplesmente coloca OS BEATLES NO CHINELO HAVAINAS!

Quem concorda com isso não é só eu, muita gente concorda que Os Mutantes talvez tenham sido mais imponentes e criativos que os meninos de Liverpool, e quem elogiou e ajudou a levar os Mutantes para minha geração na gringa, nada mais nada menos que Kurt Cobain e Sean Lennon.

Isso mesmo, o filho de John Lennon que inclusive dividiu palco com com Arnaldo Baptista, que foi tecladista e vocal dos Mutantes no Free Jazz Festival de 2000.

O mutantes sempre andou muito bem acompanhado, quem apresentou eles ao Brasil foi nada menos que o Ronnie Von, levando eles com frequência em seu programa de tv inclusive na estreia, “O pequeno mundo de Ronnie Von”.

Festival de Música popular Brasileira record

Mas a performance mais importante para sua notoriedade a nível nacional foi junto do Gilberto Gil, interpretando “Domingo no parque” durante o quinto Festival de Música popular Brasileira da Tv Record, em 1967.

Tocando uma música que basicamente narra de forma poética um suspense digno de filmes do Hitchcock, usando guitarras elétricas, violão e um berimbau fizeram uma apresentação que deixou todo mundo de cabelo em pé, na época a chapa já estava esquentando para que os militares que já governaram de forma antidemocrática o Brasil se preparavam para começar a fase de maior repressão a cultura e liberdade de expressão, que seria oficializada com a implantação do Ato institucional número 5, ou mais conhecido como AI-5

Os movimentos conservadores odiavam e até hoje odeiam toda festa de cultura nacional e a forma que ela era experimentada, para eles isso junto com as letras representavam uma rebeldia e falta de decência que poderia acabar com núcleos familiares inteiros e o pessoal da própria MPB.

Altamente inspirados pelos modernistas como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral tinham um ideal de criar uma arte moderna puramente brasileira, evitando ao máximo a influência dos produtos exteriores vindo da américa do norte e da Europa.

Para esses, a guitarra elétrica e o rock representava perigo a o que realmente era a tal da arte e cultura brasileira.

 

tropicalismo

 

Mas Os mutantes e os demais tropicalistas, como Caetano, Gil, Gal Costa, Tom Zé mostraram completamente o contrario, nunca algo tão brasileiro e tão autentico foi criado no brasil até aquela época, e essa historia abriu minha cabeça.

Eu comecei a ser fortemente influenciado e ensinado a ser rebelde através do que vinha no exterior, que falavam de questões que não estavam diretamente ligados a minha terra e minha cultura, nem tudo era ruim, mas muito hoje jogo no lixo.

Nenhum gringo vai falar das dores de um brasileiro, nenhum gringo sofreu como um brasileiro, nenhum gringo é Girl of Ipanema ou tem banana como my Bissness.

Ser tratado como quintal de pais dito de primeiro mundo te faz cicatrizes sociais que são escondidas com esparadrapos do capitão américa enquanto deveríamos ter as feridas fechadas com pontos de lavrado.

Porém há certas dores, que são universais, e certos comportamentos também, o que me levou  a falar sobre o movimento literário que mais me prendeu a atenção, e um de seus maiores escritores, eu resolvi gravar em minha pele…


2a Referência  – A LITERATURA BEAT E BUKOWSKI

A literatura beat e bukowski

A literatura beat e bukowski

A segunda posição de referências que não podia faltar é a literatura beat e bukowski. No artigo que publiquei em meu blog pessoal intitulado “CRIANÇAS, A ARTE VAI DESTRUIR SEU CORAÇÃO”, eu falo como desde cedo venho de uma família de artistas, e devido a isso o consumo de cultura de todas as formas sempre foi incentivado, tanto que a estante de livros sempre foi na sala, tanto para que todos poderem ter acesso aos conteúdos lá presentes quanto para minha mãe poder exibir para as visitas sua biblioteca, sempre bem diversificada.

Mesmo com a presença de livros sobre politica e religião a grande maioria eram obras brasileiras, principalmente de poesia.

Mario Leminski, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira eram figuras carimbadas nas estantes da sala. Mas na estante, havia uns cinco ou seis livros que ficavam mais altos, e inacessíveis, pois lá pelos meus 13 anos eu já era do tamanho da minha mãe, mas eram os livros que ela falava que nao era pra eu ler, os livros do Charles Bukowski, o padrinho dos bêbados, o velho safado. o semi proibido da minha casa.

Henry Charles Bukowski Jr nasceu em Andernach na Alemanha em 1920 e morreu em Los Angeles no ano de 1994. Escreveu contos, poemas e romances e é um dos mais importantes escritores da literatura Pulp.

Henry Charles Bukowski Jr

Henry Charles Bukowski Jr

Desde jovem, na faculdade jornalismo, Bukowski demonstrava problemas sérios com o álcool, sua infância foi extremamente abusiva e rodeada por violência vinda principalmente por seu pai, um ex combatente da primeira guerra mundial e uma mãe negligente que sofreu diversos abusos e violências do pai de bukowski.

Detalhes disso estão em seu romance “Misto Quente” que ao meu ver é um dos poucos livros dele que se pode dizer totalmente autobiográfico, pois tudo em sua obra são situações fictícias misturadas com coisas que aconteceram com ele ou pessoas que ele conheceu.

Bukowski tem em seus temas principais, o alcoolismo, vícios, apostas, sexo e tudo o que pode incluir no kit do politicamente incorreto em qualquer lugar do mundo, para qualquer pessoa, porém outro tema recorrente na literatura dele era o que chamo de dissolvimento do sonho americano.

Aquele sonho de uma américa perfeita, patriótica, onde o trabalho esta disponível para todos, a América que acredita que  “O trabalho liberta”. E Bukowski junto com outros escritores dessa geração formou a GERAÇÃO BEAT. A base da literatura de contra cultura americana.

geracao_beat

A geração Beat pode ser descrita como um movimento literário que teve seu grande sucesso entre as décadas de 1960 e 1950, seus escritores mais famosos são Jack Kerouac (1922-1969), Alan Ginsberg (1926-1997), ALLEN GINSBERG (1926-1997) 

A literatura beat pode ser descrita com as seguintes características: Organização de pensamento caótica,  valorização da transmissão de ideias por forma oral, linguagem informal, temas sobre o cotidiano dos autores, entre outras questões.

Bukowski não era alguém considerado diretamente ao movimento, porém sem dúvida foi um dos escritores influenciados por esse movimento, junto de Bob Dylan e Jim Morrison e o movimento Hippie e Punk.

Deixo como recomendação os livros On the Road, de Jack Kerouac, misto quente e Hollywood de Charles Bukowski. Um dia talvez eu me aprofunde mais e mais sobre esta temática da  literatura, e principalmente sobre a contracultura e seus impactos no mundo da arte. Mas sobre a contracultura, vamos falar de algo parecido. Mas voltando para o mundo de referências de música…


3a Referência – O HARDCORE.

hardcore

cena punk/hardcore

Vamos falar da ultima posição de referências..

Minha mãe e minha vó sempre estiveram num mundo que só tinha gente andando de skate, teatro, hardcore e metal. E em minha casa tocava muito principalmente o rock clássico, samba e MPB.  Mas quando minha mãe assumiu um relacionamento em seus primeiro casamento, ela casou com um dos caras que dava rolê com ela nessa época da adolescência, ai com isso foi uma enxurrada de guitarra e batida rápidas, a primeira banda de metal que reparei na vida foi o Black Sabbath, mais especificamente a Música “War Pigs”. “Mas que porra de vocal é esse?”.

Foi minha reação ao ouvir Ozzy Osbourne cantando pela primeira vez, e logo depois que conheci o disco Paranoid eu pirei e viciei em tudo do Ozzy em tudo do Black Sabbath. E na mesma casa um dia, meio que do nada tocou Black Coffee do Black Flag, era diferente, pesado e com uns gritos diferente do que eu ouvia. Então  assim foi apresentado ao Hardcore.

 

ozzy osbourne

ozzy osbourne

O hardcore surgiu no final dos anos 1980, um gênero que se derivou diretamente do punk rock, uma forma diferente de se tocar, mais rápido, mais agressivo, tanto na música quanto na estética, surgiu principalmente nos estados unidos, com o pessoal do Bad Brains, Black Flag e Dead Kennedys, no Brasil veio junto o Cólera, Olho-seco e Ratos de Porão.

A ideologia anarquista e socialista se aproximou de mim através disso principalmente, a cultura do do Skate e do Make yourself também. A cultura Hardcore me tornou o artista que eu sou, só não me tornei em.


BELEZA CARA LEGAL DEMAIS ADOREI LACROU CRITICA SOCIAL F#DAAAA, MAS, E DAI ?

E dai, meu caro, vamos falar do artista  que você é, e sobre o artista que há de você se tornar. Alguns artistas simplesmente nascem como isso ou se desenvolve,, mas o desenvolvimento do artes e algo mais complexo do que apenas a prática;

As referências artísticas são o primeiro passo do desenvolvimento não só criativo mas também pessoal de qualquer ser.

Importantíssimo é sempre debater sobre si mesmo sobre qualquer coisa. Se as suas referências não se expandirem, você não vai expandir. A busca de referências pode ser feita de várias formas, fica fuçando nas redes, explora o Instagram.

Semana que vem irei fazer um texto sobre isso, parece pouco, mas vou falar muito mais. siga-nos no Instagram @creativestop_blog e ouça nosso podcast no spotify..  Até mais… 

About author

Estudante de design, fotógrafo e organizador de eventos para incentivo da comunidade criativa, além de criador e redator do blog Creative stop.
Related posts
ArteBlogFotografia

Você sabe oque é fotografia Fine Art?

BlogDesignFilmes

4# Filmes que todo designer deveria ver - Logorama

BlogDesign

Branding, identidade visual e arquétipos

ArteTipografia

O que é tipografia

Se inscreva em nossa Newsletter