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“Faz escuro mas eu canto” é o título da 34ª Bienal de Arte de SP

34ª Bienal de Arte de SP

Exposições da Bienal de Arte de SP contam com catálogo inteiramente digital

A 34ª Bienal de Arte de SP tem o intuito de reunir a peculiaridade da própria Bienal. Essa é a interação presente entre as obras, os artistas, os pensadores e o público. Por vezes o espaço acolheu vários coletivos próximo da inauguração. Como exemplo, os protestos de descontentamento com o governo de Temer no final de 2016. Dois dias antes da abertura da 32ª, um grupo de artistas manifestou esse sentimento, trajados com camisetas “Fora Temer”. A edição nova intensifica a reflexão que a arte provoca, além de relembrar a importância da expressão artística em tempos difíceis como os atuais.

 

“Faz escuro mas eu canto” é um dos versos do poeta amazonense Thiago de Mello, que a princípio completa 95 anos em 2021. Todavia a frase remete a sensação em comum que agrava nesse período, sendo essa a vontade de um amanhã melhor. Muitos se refugiam na arte, um porto seguro criado através da música, da dança ou qualquer grito que seja. Segundo os curadores, não há muitos espaços que proporcionam essa interação entre exposição e manifestação. Como citado em um artigo do jornal El País, os curadores enfatizam que a Bienal Internacional de Arte de São Paulo em sua essência tem a dimensão de um evento cultural.

mostrar a diversidade artística do espaço

Biombo que separa a Oficina de Imaginação Política dos demais trabalhos da Bienal (Foto: Divulgação)

“Você não vê intervenções espontâneas na maioria espaços de arte contemporânea porque talvez o que está acontecendo ali seja algo (…) que interessa a um público relativamente pequeno. E esses acontecimentos surgem na Bienal porque ela ainda ocupa uma esfera de interesse, as pessoas olham (…) e acreditam que aquilo é algo muito além de uma exposição.”¹ comenta Visconti.

Toda essa história tem um único objetivo, reviver junto a exibição o sentimento de movimentação causado pela arte. Juntamente dessa capacidade da Bienal de reunir diferentes pessoas e despertar o grito de revolução, esse artigo expõe primordialmente a necessidade de um futuro melhor, a partir de nossas próprias expressões, semelhante ao ‘efeito borboleta’. Sobretudo, assim como o próprio título, mesmo no escuro seguimos cantando e sem voz seguimos gritando, porque é a nossa essência como seres humanos.

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Estudante de design, fotógrafo e organizador de eventos para incentivo da comunidade criativa, além de criador e redator do blog Creative stop.
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