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Branding, identidade visual e arquétipos

Entenda a relação entre branding, identidade visual e arquétipos e saiba como aplicar os conceitos dentro do desenvolvimento de sua marca.

 

Branding

Brand management ou gestão de marcas define-se como um conjunto ações voltadas ao posicionamento, valores e objetivo da marca. Essa estratégia de marketing surgiu a partir da necessidade de criação de um diferencial para o envolvimento do cliente com a marca, a fim de estabelecer conexões conscientes e inconscientes para obter a preferência do público na hora da escolha entre marcas ou produtos. Resumidamente, um branding bom é responsável por fazer a marca se tornar “Top of mind”. Um bom gestor de marcas é aquele que se preocupa em agregar valor ao conceito principal e posicionar bem o branding no mercado, para ter uma estabilidade no destaque perante as outras do mesmo ramo.

O conceito “Top of mind”

É um termo em inglês que significa “Topo da mente”, comumente usado na área de marketing empresarial com a intenção de qualificar as marcas que são mais populares na mente dos usuários de determinado produto ou serviço. Como exemplo rotineiro, pode-se utilizar a maneira que nos referimos a um curativo, sendo essa a marca “Band-aid”. Outro exemplo bem comum é o macarrão instantâneo conhecido por “Miojo”, palha de aço como “Bombril”, “Cotonete” para hastes de algodão e por aí vai.

História do branding

Desde que existe comércio entre comunidades, o ser humano entende a obrigação em marcar seu produto e validá-lo como de boa qualidade, principalmente no início da produção em larga escala. Assim, a indispensabilidade de diferenciação de produtos se fez pertinente em vários setores da indústria. Seja no comércio de vinhos e a marcação em rolhas, ou na diversificação de utensílios de barro comercializados pelos povos antigos do mediterrâneo, a história do branding em si existe há tanto tempo quanto o próprio comércio, mas o termo em si começou a ser melhor discutido após o desenvolvimento da ideia de segmentação em meados dos anos 60.

Com o crescimento do mercado e personalização de produtos que atendem melhor o desejo do cliente, o branding também precisou ser atualizado, para acompanhar essas mudanças na exigência dos consumidores. Dessa maneira, foi criada a urgência de estabelecer vínculos não apenas com os gostos do público, mas também no que se diz respeito ao lifestyle, incluindo pautas sociais e valores da empresa, que devem estar alinhados ao o que seus compradores esperam e desejam que a corporação tenha. Por exemplo, se a tua segmentação possui muitos consumidores veganos, não faz sentido nenhum fazer parceria com uma empresa que explora animais em sua produção ou vender um produto contendo exploração animal. O consumidor atual está antenado em relação com o que a empresa fornece e como ela se posiciona diante de problemas globais que afetam nosso ecossistema, sendo indispensável deixar esclarecido o intuito da sua marca desde o começo.

 

 

cores para identidade visualFoto postada por freepik – www.freepik.com

Identidade Visual

A identidade visual aparece pela união de todos os elementos gráficos desenvolvidos através dos valores, posicionamentos, propósitos e objetivos de uma marca. Os itens dispostos devem ser estruturados de maneira harmônica dentro da identidade escolhida pela empresa, de maneira em que os consumidores consigam identificar e relacionar o conjunto visual, mesmo que este seja apresentado em partes. Em outras palavras, a identidade visual preferida deve ser aquela que transparece o branding da marca, e seus elementos devem ser bem construídos para que se encaixem na imagem que a empresa deseja passar.

Ela é constituída por nome, slogan, cores, tipografia, embalagem, logo, entre outras ações que fazem parte do marketing estratégico. Como exemplo, no setor fast-food, pode-se citar o Mc Donald’s e as cores vermelho e amarelo, características da marca. Ambas possuem significados cruciais para o branding, sendo um deles a psicologia das cores, na qual o vermelho indica fome e o amarelo alerta, além de relacionar o vermelho ao molho de tomate e ketchup e amarelo à mostarda. A tipografia da letra “M” da rede também é um recurso utilizado para memorizar a marca no setor, especialmente porque se encontra no logo, um item encontrado em todos os seus produtos e meios de divulgação.

Por fim, para uma brand ser reconhecida no seu nicho de atuação e estabelecer um vínculo forte com o seu público, a identidade visual entra como a imagem da empresa e a primeira impressão que as pessoas tem do seu negócio, assim como o branding é a junção de posicionamentos e valores que definem a “personalidade” do intento. Com a estratégia certa, é possível agregar valor e destacar os melhores atributos do seu serviço ou produto, tornando a empresa diferenciada das demais do setor.

 

 

arquétipo do explorador O explorador – Criado por rawpixel.com – www.freepik.com

Arquétipos

São símbolos, representações e figuras com atributos já conhecidos pela mente humana. Segundo Carl Jung, os arquétipos existem no inconsciente coletivo. Foi em seu estudo sobre essa pauta que utilizou o baralho de Tarot como objeto de pesquisa e desenvolveu a ideia de que existem ao menos 12 personalidades difundidas na sociedade, que moldam o externo e o interno (esses modelos aparecem tanto no cotidiano quanto em nós mesmos na personalidade). Através dessa pesquisa que Jung desenvolveu a ideia da “jornada do herói”, baseada nesses mesmos arquétipos, sendo utilizada como uma ferramenta de autoconhecimento e descoberta do mundo. Ele defendia que todos possuem a “jornada do herói” dentro de si mesmos. Atualmente essa “jornada” é utilizada para a construção de filmes, séries, HQs, jogos e todo o tipo de entretenimento que possa se imaginar.

Alguns dos arquétipos mais conhecidos são o Inocente, o Herói, o Rebelde, o Mago, o Explorador, o Sábio, o Bobo da corte, os Amantes, o Criador e o Governante. Como exemplo, podemos citar a Coca-Cola como um representante do uso do arquétipo do Inocente, ou a Natura, o Herói é qualquer protagonista de HQ ou filme, ou a marca Gatorade. Já como Rebelde, a Diesel encaixa perfeitamente, o Mago é bem posicionado na Redbull, a Fanta como o Bobo da corte, Cacau show como os Amantes, a Google como Criador, e a Friboi como Governante.

Como utilizar os conceitos para desenvolver o branding de sua marca

A partir do contexto acima, é possível relacioná-los a fim de estruturar uma identidade visual e um branding detalhe por detalhe para que se obtenha fundamento nos argumentos e valores que sustentam sua empresa.

Em primeiro lugar, deve-se concentrar no propósito da sua marca e como aplicá-lo nos conceitos apresentados. É imprescindível reunir todos os aspectos que deseja que a empresa tenha, entender sobre os arquétipos e escolher o que mais se encaixa no perfil desejado. Depois disso, é ideal discutir com o resto da equipe sobre o arquétipo selecionado, priorizar as características mais marcantes e adotá-las na identidade visual, que deve sempre estar alinhada ao branding que será feito. Normalmente, a identidade visual surge após algumas tarefas essenciais, como a definição de valores, escolha do nome e outros atributos definidos na hora de discorrer sobre o branding.

Lembre-se que o branding puxa ideias para a identidade visual, que faz parte do marketing estratégico, ambos devem estar conforme o conceito selecionado para funcionarem.

É interessante realizar um brainstorm antes de decidir qual vai ser a identidade visual, uma vez que a paleta de cores deve harmonizar com a psicologia por trás das mesmas, para realçar os atributos escolhidos para representar sua marca. Definindo o arquétipo e os valores, escolhendo a identidade e aplicando nas ações posteriores do branding, é sensato dizer que terá uma marca forte e bem posicionada no seu ramo de atuação, se a escolha dos pontos for feita de maneira coerente.

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